|
28/03/2004 21:41
O lotta está em endereço novo:
http://lottacontinua.zip.net
enviada por goethe
22/03/2004 00:45
A voz, o grito, o soluço. A palma, o estalo e a batida de mãos e pés. Tudo pode virar música. Cinco exemplos abaixo para provar. Seja do mais puro interesse lúdico à obrigação religiosa, sempre se pode ser original com o mínimo de recursos. Basta um. Mas também podem ser seis ou várias dezenas. O negócio é criar calo na garganta. Porque o corpo, neste caso, é o meio e a mensagem.
enviada por goethe
22/03/2004 00:43

enviada por goethe
22/03/2004 00:42
Fernando Barba era um doido que saía pelas ruas de São Paulo fazendo sons com a boca e batucando no corpo. Uma amiga o batizou de Barbatuque. Depois de um curso de expressão cultural, ele viu que outras pessoas embarcaram na história. O que era singular virou plural. Barba percebeu que não era doido. O Barbatuques faz um trabalho original e bastante raro na música brasileira. O grupo tem um lado pedagógico, mas consegue um resultado além neste primeiro disco, Corpo do Som. De improvisações, criações próprias e recriações (O Canto da Ema, Marinheiro Só), são 12 faixas de palmas, estalos, batidas no peito, sapateados, efeitos de voz e vácuos transformados em ritmo e melodia. Palmas para eles.
enviada por goethe
22/03/2004 00:41

enviada por goethe
22/03/2004 00:37
Vi e ouvi Bobby McFerrin a primeira vez ainda no final da década de 70. Ele se apresentou no Brasil num festival de jazz em São Paulo. Fiquei impressionado com sua habilidade vocal e a capacidade de transformar o corpo em um instrumento sonoro. Os anos se passaram e McFerrin está se dedicando mais a um trabalho clássico. Mas neste período ele gravou coisas bem legais, como Beatles (Drive My Car, Blackbird e From Me To You) e James Brown (I Feel Good), desconstruindo estes clássicos. Mas foi com Dont Worry, Be Happy, de sua autoria, que McFerrin ficou bastante conhecido. Melodia grudenta feito chiclete e letra que pode ser entendida no jardim de infância. Funciona tanto que estou com ela na cabeça neste momento.
enviada por goethe
22/03/2004 00:36

enviada por goethe
22/03/2004 00:36
De abril de 1942 a agosto de 1945, cerca de 600 mulheres australianas, britânicas e holandesas ficaram encarceradas num campo de concentração japonês na ilha de Sumatra. Não receberam medicamentos para tratar de malária e béri-béri, como também não sabiam nada a respeito do andamento da II Guerra Mundial. Possuíam apenas as vozes e, para resistir à loucura, organizaram um coral com trintas pessoas. O repertório misturava músicas clássicas, como o Bolero de Ravel, e canções tradicionais. Metade das mulheres do grupo morreu vítima de doenças e desnutrição. A história virou filme, entitulado Paradise Road Song of Survival, encabeçado por Glenn Close. Os arranjos originais foram preservados. O que torna este disco especial.
enviada por goethe
22/03/2004 00:35

enviada por goethe
22/03/2004 00:35
As vozes surgem em cascata. Mulheres e búlgaras. Com seus vestidos coloridos, mantêm uma tradição de séculos, que resistiu mesmo no período comunista, tão avesso a sinais de religiosidade. Ritual foi um disco lançado em 1993, gravado por um coral de 26 timbres diferentes. O repertório traz peças que remetem ao período entre o Natal e a Semana Santa. Hinos sacros que ganham uma roupagem diferenciada do que se ouve em igrejas. O disco ainda traz três canções em sefaradi, o idioma dos judeus que habitavam a península ibérica. Entre incitamentos à dança ou tristes lamentos, o coral tece um painel da vida de um povo. Como todos.
enviada por goethe
22/03/2004 00:34

enviada por goethe
Feed: Seja avisado quando este blog for atualizado :: (O que é isso?)
|